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quarta-feira, 7 de março de 2012

Penélope (reeditado)



Sou poeta, mulher e navegante
Minha nave é papel, tinta é o mar
Não sou escravo teu pra te aguardar
Sou mulher, teu igual e tua amante

Rompo tear, e mitos sem semblante
Deixo casa, deixo filhos e lar
Não dependo de ti, sós eu e o ar
Ergo velas ao céu, eu arrogante

Vogo, escrevo, mantenho meu tino
Escolho a quem seguir, sigo as estrelas
Marco meu rumo, creio meu destino

Já não quero tecer, nem fio fino
Eu amo o corpo nu, não teias belas
E amo Zeus, como amo Feminino


Concha Rousia

(Reedito minha 'Penélope' para celebrar as mulheres, 
todas as mulheres, as navegantes, as poetas... 
as que fartas de tecer e destecer vogam e escrevem... )



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